A maior lição empresarial da Exposição da Dreamworks é…

Nunca deixe de acreditar na história que você está contando.

 

“Como assim?” Deixa que eu explico:

 

A exposição “Dreamworks: uma jornada do esboço à tela” que está no CCBB do Rio de Janeiro apresenta 400 itens, inclusive desenhos raros e esboços originais, contando o processo de criações como Trolls (2026), Como Treinar Seu Dragão (2010), Kung Fu Panda (2008), Madagascar (2005), Shrek (2001) e outros.

 

Enquanto passeava por ela, percebi que “não devia nunca deixar de acreditar na história que você está contando” + 5 princípios para fazer isso acontecer:

 

Desde o começo,
é necessário estabelecer um
processo criativo
adequado e alinhado com a persona que você quer atingir e o time que você tem.

 

Para o filme “Trolls”, que tinha o objetivo era apelar pra audiência na primeira infância, o processo começou um pouco diferente do padrão de rascunhos em grafite, utilizando lápis de colorir, tecido e cola, bem artesanal e como uma criança montaria sua própria história.

 

Os dublês também mostram como o processo de desenho às vezes precisa da encenação humana, pra garantir a verosimilhança, a ponto do público acreditar.

 

O quanto você pensar no target durante o processo de criação? Se a resposta não for o tempo todo, você precisa repensar seu processo.

 

Tudo tem que ter um
motivo para existir
e manter-se fiel a isso
durante todo o processo.

 

Uma das criadoras de “Madagascar” explicou que ficou no pé de todos os envolvidos, para manter a integridade dos detalhes, e até ouviu um “mas você sabe que ele não é real, né?”

 

Isso não importa! Ele pode não existir na vida real, mas na mente de todos que estão assistindo, ele precisa ser passível de existir. Um detalhe já pode quebrar a ilha da fantasia.

 

É por isso que planejamento tornou-se tão essencial para todos os níveis da empresa. Ele é o fio condutor que deverá ser levado em consideração a cada nova decisão. Mesmo que demore 80.000 vezes:

 

Tudo que será inventado precisa
ser factível primeiro,
ou seja, precisa fazer sentido.

 

Quando você encontra o formato propício e o Storytelling parece convencível, a realidade é suspendida e nosso cérebro entra na chamada “ilha da fantasia” onde o crível precisa fazer sentido dentro das próprias regras. Por exemplo: se as pessoas voam no início da história, é necessário um forte motivo para fazê-las parar de voar no final, não pode mudar do nada, se não a credibilidade vai embora.

 

Durante a exposição, os criadores de Shrek falavam que após o desenho inicial, um artista fez o modelo em argila, assim podiam avaliar ângulos e veracidade do personagem existir. O Burro tem a cabeça maior que o corpo, o que poderia parecer iverossimil, mas ao observarem o molde de argila, já perceberam os detalhes que teriam de fazer no computador para manter a credibilidade.

 

A verdade é a essência que conecta tudo, da ideia até a produção. Se você não quer criar uma história que soe falsa, cada transformação precisa ser algo que todos acreditem… inclusive para quem está fazendo.

 

Lembre-se:
a audiência está preparada para acreditar na sua história
mesmo que seja uma ficção.

 

A audiência vai partir do princípio de que há uma razão para que você esteja contando essa história – a menos que exista um motivo prévio pra duvidarem da sua empresa – e acreditar na realidade sustentada por aquela história.

 

Seja a história de um produto, o comercial da temporada, uma ação digital, uma personagem… eles QUEREM acreditar no que você tem a dizer.

 

Não tenha medo de mudar,
se a nova ideia for melhor.

 

As melhores histórias são autênticas e, como a vida, possuem seus lados sombrios. Assim com os criadores de Como Treinar Seu Dragão, você não pode ter medo desse lado.

 

É necessário ter coragem de assumir que todo herói precisa cair antes de se elevar ao pódio… faz parte da jornada do herói! Assim que você está tão envolvido, que se torna pessoal (como os criadores de CTSD que usam “nossos Vikings”), é fácil envolver a audiência.

 

Poréééém… toda alteração precisa ser necessária, pois um pequeno detalhe pode mudar tudo. Cada parte do processo precisa fazer sentido com todo o resto que a pessoa já viu.

 

Os criadores de Kung Fu Panda disseram pra ser crível que “pegamos uma referência e transformamos em algo novo”.

 



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