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Reposicionamento feito com sucesso: mais de 30% de alcance fora da base

Nada dá mais medo do que reposicionamento, quando as pessoas que você quer atingir agora não são mais aquelas que você já conquistou.

Por exemplo, imagina que uma empresa de cosméticos trabalhou anos com uma mensagem voltada para profissionais, que são seus seguidores nas redes sociais. Agora, essa mesma empresa resolver vender nas farmácias e, com isso, atingir o público C.

Este público ainda não está entre os seus seguidores e pode ser um tiro no pé mudar tudo do dia pra noite (inclusive, pode haver desistência, com gente saindo fora).

Em uma das muitas ações de virada de base necessárias à serem feitas eu metrifiquei antes da ação que nosso sucesso¹ seria dado no Instagram pelo número de alcance fora da base, que costuma ser 1%.

Tínhamos alguns desafios contra nós nessa plataforma:

  • os vídeos foram feitos pro YouTube, e na adaptação do tempo, foram cortados pra subir em carrossel, o que não é o ideal, pois não corresponde ao formato nativo de vídeo da plataforma (1 minuto)
  • não havia CTAs claros pra ação de compartilhar.

Ao final do projeto, todos os vídeos performaram acima de 5% e um chegou a ultrapassar 30% do alcance fora da base.

Como isso aconteceu? Tivemos um conteúdo de alta penetração e compartilhável.

O que isso representa? Mesmo sem nenhuma chamada pra ação e num formato desfavorável, o conteúdo era bom o suficiente pra valer a sua atenção.

¹Em cada rede estipulamos uma métrica de sucesso própria, que podia ser a mesma, mas funciona dentro da lógica da plataforma. Por exemplo, no YouTube o sucesso foi medido em seguidores no período.

 



O segredo pra crescer a audiência vinda pelo Stories é…

E o segredo é…

Gamification

A minha equipe aproveitou no mês de Maio para fazer um cruzamento de dados utilizando uma informação que tínhamos do Instagram Stories (layout com melhor resposta do público) e o Facebook (post link sobre superstição que performou 85% acima da média de CTRs nas primeiras 24h).

As regras

A matéria em questão falava de mitos e verdades sobre o tema que fazíamos o Branded Content, então incorporamos a temática com uma Gamification (ou seja, a transformação do conteúdo em um jogo):

  • usando o sticker de votação (pra um lado mito, pro outro verdade) para entender o que a audiência achava que era real ou impossível.
  • ao final, ao invés de um card revelador, incluímos um CTA com “deslize pra cima”, onde a pessoa veria o resultado na matéria.

Vitória

Esse insight gerou 65,49% da audiência Stories daquele mês, e foi o maior ganho de audiência oriunda do Stories até então.

Continuamos repetindo a fórmula e além de inovarmos, também aumentamos nossa percepção do público, o que, naturalmente, melhora a qualidade do conteúdo e seu poder de retenção. Testamos outros formatos (lembrando sempre de construir, medir e aprender) que representou 1.748,44% num único mês.

Mas cada público reage de forma diferente, então é preciso testar qual Game eles preferem jogar e em qual formato.

 



Dicas para Creators (influenciadores) arrasarem em eventos

Você pode ter sido convidado por uma marca pra um evento,

pode ser um evento da própria marca,

ou o evento pode não ter nada a ver com marca…

Independente do cenário, um evento é uma ótima oportunidade para trazer um conteúdo relevante e exclusivo que vai deixar o público com a sensação de que pode dar uma espiada pelo buraco da fechadura.

Eventos são ótimas oportunidades de fazer um conteúdo que vai deixar o público ligado do começo ao fim.

A maior parte das pessoas planeja o número de quadros, imagens e vídeos que vai subir mas, na minha humilde opinião… “Pfff… isso não vai ajudar em nada.”

É que, pela minha experiência, isso nunca foi um fator importante. Se o público está gostando, ou você vai “revelar” algo diferente, sua audiência vai continuar assistindo, independente do número de quadros do seu Stories.

Apesar de ficarmos à merce das oportunidades (que são inúúúmeras) algumas coisas podem ser planejadas para te ajudar a contar uma história melhor:

Esteja preparado…

Quanto maior o evento, maior a lista de coisas que acontecerão por lá. Tente dar uma olhadinha na agenda com antecedência para saber a programação mais interessantes pro seu público. Pesquise também sobre shows, artistas e o que mais estiver acontecendo no momento… quanto mais informação você tiver, maior o número de trocadilhos que pode fazer.

As Collabs

Seus amigos vão? Crie um grupo só para conversar com a galera, ou pra  se reunirem com outros influenciadores. Nada melhor do que um crossover para ganhar mais seguidores 😉

Escrevendo a história

Você vai escrever a história que quer contar pros seus seguidores, mas na fase de preparação do script, não precisa pensar em nada muito elaborado. O importante é ter um roteiro com ideias simples incluindo dancinhas, frases, musiquinhas e outras coisas que estejam acontecendo na internet agora e você consiga fazer o link.

Do começo ao fim

Uma coisa que muita gente não lembra é fazer um quadro de início (que pode ser “cheguei”) e um quadro de final (tipo “encerrando os trabalhos”). Além de facilitar o destaque do evento, isso também melhora a noção de narrativa pra cobertura.

A importante padronização

Outro ponto importante, que você deve construir diariamente, mas que, principalmente, precisa estar presente nos eventos: ter fontes e cores que te tornem reconhecido. Dessa forma, ajuda a quem quer acompanhar a narrativa pelos Stories a reconhecer um quadro novo do evento.

Um extra rapidinho

Todo mundo sabe que os Stories mais novos aparecem primeiro. O que nem todo mundo repara é que, um quadro extra algumas horas após o evento ajuda a aumentar o número de pessoas que você vai alcançar com a mensagem.

E aí, o que achou dessas dicas?

 



Feed bonito não põe mesa!

O ok, talvez o título tenha te chocado, mas este não é um manifesto contra o design (talvez o oposto!)


Será que a obsessão com a organização do feed de Instagram que atingiu influenciadoras e empresas colabora ou prejudica para o objetivo de marca?

Beleza não põem mesa

A verdade é que ser esteticamente agradável nem sempre quer dizer que sua marca possui um conjunto de elementos visuais que faça seu público sentir algo. Como o objetivo principal do Instagram, segundo seu CEO, é criar comunidades de pessoas inspiradas a tomar uma ação real, se você não movimentar seu público a se engajar de alguma forma, pode perder espaço para o próximo perfil na timeline – que pode ser da mãe, da Bianca Andrade (Boca Rosa) ou até da concorrência.

A peça pode estar linda e não ser memorável para o público, ou pode estar solucionando graficamente um conteúdo que não interessa a base… Então, como você já sabe, nem tudo que reluz é ouro, certo? Bem, não dá pra culpar só o design pelo resultado da publicação, mas também não dá pra excluí-lo da equação…

A beleza está nos olhos de quem vê

Gosto de explicar para minhas equipes que temos uma BRI, a tal Biblioteca de Referências Internas. Ela contém tudo que já consumimos de informação, o que fomos impactados sem querer e o que produzimos constantemente (não duvide, você produz comunicação o tempo todo, nem que seja só pra você mesmo).

Por isso é complicado julgar uma referência boa de uma ruim pelos seus próprios padrões estéticos, você precisa pensar no que o público consome. Na internet, somos menos passivos que em outros meios, então temos uma resposta mais viceral ao ver um anúncio, ainda mais quando parecem estar ali só pra poluir, e não agregam conteúdo pro seu dia. Será que seus posts pra organizar feed parecem anúncios?

Beleza e sabedoria fazem rara companhia.

Caso seus posts pareçam anúncios… bem, saiba que você está em grande desvantagem. Além de não contribuir pra experiência do usuário, ainda não injetou verba pra direcionar sua mensagem. Adianta mesmo perder aquela oportunidade especial de estar na timeline de alguém só para “compor” um grande mosaico no seu perfil?

Salvo alguns casos muuuuito específicos, a resposta costuma ser não. As pessoas não consomem feed, elas consomem suas próprias timelines. Você precisa criar uma unidade visual para suas publicações, mas nunca em detrimento de tornar aquele post o mais interessante possível.

Aproveite cada oportunidade, pois ela pode ser a última… antes do unfollow.