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27 maiores lições de marketing digital – para você não perder mais tempo

Eu acabei de fazer aniversário e a nova idade pesou na conta… meus 27 aninhos. Fiquei pensando nas lições que tive como profissional durante os nove anos de trabalho na produção de conteúdo para redes sociais. Então decidi dividir com vocês os 27 maiores aprendizados de marketing digital:



  1. Conteúdo é rei (ou seja, o que manda) na estratégia digital
  2. Branded Content não é vender produto
  3. Só dá pra escapar o Marketing de massa sendo Autoridade no seu universo
  4. Sem uma Persona definida você pode deslizar no discurso genérico
  5. Conteúdo precisa ser construído e medido pensando no que quer aprender
  6. Existe uma Cauda Longa dentro das redes sociais
  7. Criar conteúdo evergreen de marca é dar valor a marca
  8. Se você só quer medir uma coisa, meça engajamento
  9. Para saber se foi um sucesso, você precisa decidir o que medir logo no início
  10. Storytellings que não mostram o lado obscuro da marca geram histórias fracas
  11. A concorrência muda, mas continua tendo concorrência no Oceano Azul
  12. Existe uma gramática visual pra textos, sabia?
  13. Você precisa manter abastecida a sua Biblioteca Interna de Referências Visuais
  14. Não existe receita de bolo! Existe o que funciona pra sua audiência agora
  15. O tamanho da sua base não importa
  16. Vídeo sempre é destaque pois é o maior recall (95% após 72h)
  17. Tudo é possível, desde que seja sustentável pra equipe que executa
  18. Brand Love > Brand Awerness
  19. A Economia da Atenção garante que só o mais valioso vença
  20. Se o conteúdo é bom pra audiência, não importa a hora que ele é postado
  21. A audiência cobra uma mensagem que faça sentido com as ações de marca
  22. Comece sua jornada fazendo o mais difícil, pra garantir foco
  23. O futuro está no Marketing de influência
  24. As marca podem ser personificadas, a ponto da pessoa conversar como amiga
  25. Gamificação (transformar em jogo(inteligente potencializa a estratégia
  26. As melhores soluções são as mais simples
  27. Planejamento e organização são tudo!

Algum desses você já conhecia? 🤔😉

 



A concorrência de boa vizinhança: você faz isso?

Quando a gente fala a palavra

“concorrência”

as pessoas começam a tremer.

Essa não é uma palavra maligna, ela apenas retrata a disputa pela atenção do público que duas empresas que vendem o mesmo bem/serviço tem.

Existe um jeito negativo e outro positivo de pensar seu benchmarking: Oceano Vermelho x Oceano Azul.

Vamos ver o sentido de cada um.

O que é Oceano Vermelho?

É, muito provavelmente, o lugar que você está agora. Brigando com o seu concorrente pra ver quem oferece o menor preço ou benefícios. Tentando convencer a mesma pessoa da concorrência, pois vocês têm um produto que funciona no mesmo nicho. Se necessário, vão duelar pela atenção dos usuários até o fim.

Como a Pepsi que é concorrente da Coca-Cola e vista como “2ª opção no Brasil”. Para se destacar, eles assumiram por um tempo o slogan “pode ser” que, apesar de engraçado, denigre a imagem da marca, pois mostra que está perdendo na imensidão que acerca.

O que é Mar Azul?

É o das empresas que… não tem concorrente diretos! Elas encontraram um território de mercado para dominar e, sem reformular seu produto, assumiram autoridade no tema. São vista de formas diferentes pelo usuário, pois criaram ofertas de valor e apaixonaram o público.

Aí nasce o Brand Love.

E o exemplo é a concorrência da Pepsi: a Coca-Cola. Que se colocou num patamar tão longe dos demais refrigerantes de cola, que chegou a ponto de “vender felicidade” ao invés do produto.

Coca Cola - Open happiness

Que é onde eu coloco a Concorrência da Boa Vizinhança.

Após chegar no Mar Azul, sua concorrência não acaba; apenas deixa de ser tão voraz e te permite perceber que, digitalmente, ela era muito maior do que você havia percebido.

Além da concorrência com outras empresas do mercado, você compete com a atenção de creators (influenciadores), um humorista, a produtora de filmes, o ator da série, app de jogos, fotos da família, aquele curso online…

Na Economia da Atenção, onde o algoritmo ajuda quem mostrar estar trazendo mais valor pro seu usuário com o conteúdo digital, vocês não mais competem, mas se retroalimentam com insights do público, aprimorando os testes que fazem com seu Branded Content e melhorando a experiência do usuário naquela rede social.

E você… está operando em qual Oceano?

 



O que é Branded Content?

Não, não é um algo raro, difícil de achar ou fazer.

Branded Content é o nome dado às ações voltadas a encantar o cliente fazendo a marca falar sobre as paixões e desejos de quem a segue.

Essa estratégia NÃO é para vender produtos, mas para aumentar o reconhecimento de marca (Brand Awarness) para que na hora da compra, com diversas opções, o lado afetivo seja ativado e a pessoa relembre a marca que ela confia, que está sempre ao seu lado.

Esse é o Brand Love, uma estratégia baseada na taxa de amor pelo público que eu já vi fazer crescer o enojamento em 174,44% num único mês.

Por não trazer marca ou produto/serviço como protagonista da história, o conteúdo faz muito mais sentido com a produção normal e se distancia da publicidade.

Por exemplo: imagine que você tem uma marca de roupas.

Você sempre fala sobre as novas blusas, promoções e lançamentos, então a audiência trata seu conteúdo como o que é: publicidade. Você quer a venda, esse é o objetivo.

O problema é que isso torna as pessoas distantes e não performa bem pro algoritmo.

Algoritmo? É o código das redes sociais, que deixa o seu robô decidir se entrega mais ou menos daquele post. O problema é que ele funciona do jeito que a maior parte dos perfil usa… ou seja, ele pensa como um usuário. Como os usurários não gostam de anúncio, ele não gosta de nada que pareça anúncio.

Voltando pro exemplo da loja de roupa: ao invés de falar sobre as blusas da sua marca, você pode focar em criar conteúdo que seus usuários tem em comum:

  • eventos de moda,
  • tendências,
  • combinação de cores.

Dessa forma você ganha autoridade… não por ser uma marca que vende nesse nicho, mas por conquistar a pessoas.

Eventualmente, a audiência vai ver sua marca como “amiga”, gerar conversa expontânea, querer interagir e até ajudar na produção de conteúdo.

Aí… aí você tem Branded Content gerando Brand Love.

 



Uma dica da minha mãe que serve pra gestão da sua marca

Mãe costuma falar muita coisa:

  • Leva o guarda-chuva que eu sinto que vai chover
  • Se todo mundo se jogar da ponte, você vai junto?
  • Enquanto você viver debaixo do meu teto…

 

Nada disso supera o conselho que ela me deu numa refeição…

… tudo bem que o conselho era sobre vegetais, mas, ainda assim, olha que genial:

Comece por aquilo que você menos gosta

Isso é brilhante, pois você garante colocar energia naquilo que menos te interessa e, ao acabar, só fica o “gosto bom”.

Esse conselho é tão bom que eu indico nas consultorias que você coloque essa noção em prática na gestão da sua própria página.

Eu trabalho no bloco de nota da seguinte forma:

Regra: cada linha representa uma hora a linha só pode ter um tarefa
1. preencho as tarefas mais legais no final
2. coloco as mais chatinhas no começo
3. incluo as com horas fixas (como almoço, reuniões…)

Por exemplo, você começa atualizando sua planilha de gastos e termina o dia respondendo comentários nas redes sociais.

Experimente essa brincadeira em um dia, para ver se seu rendimento não vai aumentar muito! E criando listas todos os dias você não vai achar que está perdendo seu tempo.

 



Dicas para Creators (influenciadores) arrasarem em eventos

Você pode ter sido convidado por uma marca pra um evento,

pode ser um evento da própria marca,

ou o evento pode não ter nada a ver com marca…

Independente do cenário, um evento é uma ótima oportunidade para trazer um conteúdo relevante e exclusivo que vai deixar o público com a sensação de que pode dar uma espiada pelo buraco da fechadura.

Eventos são ótimas oportunidades de fazer um conteúdo que vai deixar o público ligado do começo ao fim.

A maior parte das pessoas planeja o número de quadros, imagens e vídeos que vai subir mas, na minha humilde opinião… “Pfff… isso não vai ajudar em nada.”

É que, pela minha experiência, isso nunca foi um fator importante. Se o público está gostando, ou você vai “revelar” algo diferente, sua audiência vai continuar assistindo, independente do número de quadros do seu Stories.

Apesar de ficarmos à merce das oportunidades (que são inúúúmeras) algumas coisas podem ser planejadas para te ajudar a contar uma história melhor:

Esteja preparado…

Quanto maior o evento, maior a lista de coisas que acontecerão por lá. Tente dar uma olhadinha na agenda com antecedência para saber a programação mais interessantes pro seu público. Pesquise também sobre shows, artistas e o que mais estiver acontecendo no momento… quanto mais informação você tiver, maior o número de trocadilhos que pode fazer.

As Collabs

Seus amigos vão? Crie um grupo só para conversar com a galera, ou pra  se reunirem com outros influenciadores. Nada melhor do que um crossover para ganhar mais seguidores 😉

Escrevendo a história

Você vai escrever a história que quer contar pros seus seguidores, mas na fase de preparação do script, não precisa pensar em nada muito elaborado. O importante é ter um roteiro com ideias simples incluindo dancinhas, frases, musiquinhas e outras coisas que estejam acontecendo na internet agora e você consiga fazer o link.

Do começo ao fim

Uma coisa que muita gente não lembra é fazer um quadro de início (que pode ser “cheguei”) e um quadro de final (tipo “encerrando os trabalhos”). Além de facilitar o destaque do evento, isso também melhora a noção de narrativa pra cobertura.

A importante padronização

Outro ponto importante, que você deve construir diariamente, mas que, principalmente, precisa estar presente nos eventos: ter fontes e cores que te tornem reconhecido. Dessa forma, ajuda a quem quer acompanhar a narrativa pelos Stories a reconhecer um quadro novo do evento.

Um extra rapidinho

Todo mundo sabe que os Stories mais novos aparecem primeiro. O que nem todo mundo repara é que, um quadro extra algumas horas após o evento ajuda a aumentar o número de pessoas que você vai alcançar com a mensagem.

E aí, o que achou dessas dicas?

 



A maior lição empresarial da Exposição da Dreamworks é…

Nunca deixe de acreditar na história que você está contando.

 

“Como assim?” Deixa que eu explico:

 

A exposição “Dreamworks: uma jornada do esboço à tela” que está no CCBB do Rio de Janeiro apresenta 400 itens, inclusive desenhos raros e esboços originais, contando o processo de criações como Trolls (2026), Como Treinar Seu Dragão (2010), Kung Fu Panda (2008), Madagascar (2005), Shrek (2001) e outros.

 

Enquanto passeava por ela, percebi que “não devia nunca deixar de acreditar na história que você está contando” + 5 princípios para fazer isso acontecer:

 

Desde o começo,
é necessário estabelecer um
processo criativo
adequado e alinhado com a persona que você quer atingir e o time que você tem.

 

Para o filme “Trolls”, que tinha o objetivo era apelar pra audiência na primeira infância, o processo começou um pouco diferente do padrão de rascunhos em grafite, utilizando lápis de colorir, tecido e cola, bem artesanal e como uma criança montaria sua própria história.

 

Os dublês também mostram como o processo de desenho às vezes precisa da encenação humana, pra garantir a verosimilhança, a ponto do público acreditar.

 

O quanto você pensar no target durante o processo de criação? Se a resposta não for o tempo todo, você precisa repensar seu processo.

 

Tudo tem que ter um
motivo para existir
e manter-se fiel a isso
durante todo o processo.

 

Uma das criadoras de “Madagascar” explicou que ficou no pé de todos os envolvidos, para manter a integridade dos detalhes, e até ouviu um “mas você sabe que ele não é real, né?”

 

Isso não importa! Ele pode não existir na vida real, mas na mente de todos que estão assistindo, ele precisa ser passível de existir. Um detalhe já pode quebrar a ilha da fantasia.

 

É por isso que planejamento tornou-se tão essencial para todos os níveis da empresa. Ele é o fio condutor que deverá ser levado em consideração a cada nova decisão. Mesmo que demore 80.000 vezes:

 

Tudo que será inventado precisa
ser factível primeiro,
ou seja, precisa fazer sentido.

 

Quando você encontra o formato propício e o Storytelling parece convencível, a realidade é suspendida e nosso cérebro entra na chamada “ilha da fantasia” onde o crível precisa fazer sentido dentro das próprias regras. Por exemplo: se as pessoas voam no início da história, é necessário um forte motivo para fazê-las parar de voar no final, não pode mudar do nada, se não a credibilidade vai embora.

 

Durante a exposição, os criadores de Shrek falavam que após o desenho inicial, um artista fez o modelo em argila, assim podiam avaliar ângulos e veracidade do personagem existir. O Burro tem a cabeça maior que o corpo, o que poderia parecer iverossimil, mas ao observarem o molde de argila, já perceberam os detalhes que teriam de fazer no computador para manter a credibilidade.

 

A verdade é a essência que conecta tudo, da ideia até a produção. Se você não quer criar uma história que soe falsa, cada transformação precisa ser algo que todos acreditem… inclusive para quem está fazendo.

 

Lembre-se:
a audiência está preparada para acreditar na sua história
mesmo que seja uma ficção.

 

A audiência vai partir do princípio de que há uma razão para que você esteja contando essa história – a menos que exista um motivo prévio pra duvidarem da sua empresa – e acreditar na realidade sustentada por aquela história.

 

Seja a história de um produto, o comercial da temporada, uma ação digital, uma personagem… eles QUEREM acreditar no que você tem a dizer.

 

Não tenha medo de mudar,
se a nova ideia for melhor.

 

As melhores histórias são autênticas e, como a vida, possuem seus lados sombrios. Assim com os criadores de Como Treinar Seu Dragão, você não pode ter medo desse lado.

 

É necessário ter coragem de assumir que todo herói precisa cair antes de se elevar ao pódio… faz parte da jornada do herói! Assim que você está tão envolvido, que se torna pessoal (como os criadores de CTSD que usam “nossos Vikings”), é fácil envolver a audiência.

 

Poréééém… toda alteração precisa ser necessária, pois um pequeno detalhe pode mudar tudo. Cada parte do processo precisa fazer sentido com todo o resto que a pessoa já viu.

 

Os criadores de Kung Fu Panda disseram pra ser crível que “pegamos uma referência e transformamos em algo novo”.

 



O que o “Desafio das 100 Camadas” nos ensina sobre a internet…

Você sabe que a internet tem vários “momentos” onde coisas estão em alta, ocupando todo o nosso feed, mas, logo em seguida, começam a desaparecer. Após um tempo, podemos nos distanciar do fato, olhar quem mais ganhou com isso e aprender com esse período.

 

O caso do “Desafio das 100 camadas” aconteceu em 2016, começando com um vídeo irônico, e movimentando a internet por semanas. Analisando os ensinamentos, vemos como existem 2 formas para chamar a atenção digital, se sobressaindo num mar de mesmices. Ao entendermos a lógica e o porquê isso aconteceu, podemos incluir esse mindset nos nossos trabalhos diários.

 

O início da saga

 

 

O primeiro vídeo do desafio em todo YouTube subiu no dia 5 de junho de 2016.

 

A ideia veio a partir de uma sugestão da comunidade do canal Simply Nailogical, que pedia pra creator Cristine Rote – conhecida até então pelas suas nail arts – para que pintasse suas unhas com todos os esmaltes da sua coleção. A youtuber já estava passando por uma revitalização do conteúdo do canal para comentários e experimentos com uma pegada de humor irônico, então pareceu lógico acomodar esse pedido.

 

(construir) Foi aí que surgiu 100+ Coats of Nail Polish | #POLISHMOUNTAIN, um experimento de como seriam 100 camadas dos seus esmaltes nas unhas.

 

(medir) O que era para ser “só mais um”, virou o 2º vídeo mais acessado do canal¹. Foi um ponto de virada na história do canal, pois o desafio viralizou e diversas pessoas começaram a imitar, inclusive levando o desafio a outros nichos como maquiagem.

 

38 dias depois esse ainda era o assunto mais falado da rede, a youtuber queria surfar um pouco mais… porém não podia repetir a fórmula para não parecer chata… mas esse era o assunto que estava dando view…. e ela não podia flopar num desafio que ela criou…. O que fazer?

 

Hora de inovar

 

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#AnittaIsOverParty? Quando a presença digital atrapalha o discurso da marca

O tempo foi passando…

 

⧗ 18h40: 30.818.501 seguidores

⧗ 18h45: 30.818.366 seguidores

⧗ 18h50: 30.818.306 seguidores

⧗ 19h00: 30.817.909 seguidores

Durante os 15 minutos que fiquei anotando os dados de seguidores , vi 592 pessoas pararem de seguir o perfil da Anitta por causa da polêmica de hoje. O dia inteiro, a hashtag #AnittaIsOverParty ficou em 1º lugar nos Trend Topics do Brasil e 3º, no Mundial (até o momento desta publicação).

Enquanto via o número da tela cair, fiquei pensando sobre o quanto a presença digital de uma marca (no caso, a marca “Anitta”) pode gerar  conteúdo. Um simples follow ~inocente~ em momento inoportuno representou uma verdadeira traição para a base: “então quer dizer que o que vivemos juntos até aqui foi mentira?”

Como a minha intenção não é ser repetitiva sobre tudo que você já possa ter lido sobre o assunto, vou explicar rapidinho a situação, pois meu interesse é na análise e learning:

  • na semana passada: os fãs já haviam pedido #AnittaDigaNaoAoFascismo pedindo para ela boicotar o candidato à presidência, Jair Bolsonaro, que já fez comentários racistas, homofóbicos e machistas;
  • durante essa semana: vários famosos e artistas publicaram a hashtag #EleNão no Twitter e Instagram avisando que não votariam no candidato, mas sem revelar o voto;
  • hoje: Anitta seguiu o perfil da ativista pró-candidato Flavia Perez, alegou que era amiga de longa data e que não ia comentar nada sobre o voto, causando revolta nos fãs.

Vamos conversar agora sobre alguns aprendizados que podemos ter com essa contradição do seu discurso de marca até agora?

“Não é por que eu sou uma artista e tenho uma vida pública que eu sou obrigada a dizer qual é o meu voto”

De acordo com o nosso Código Eleitoral, o voto é secreto mesmo, Anitta. Nesse ponto, você está certíssima! Mas é que, na era digital, onde o Stories vai, lentamente, substituindo o Reality Show, parece incoerente que você considere seu perfil, com mais de 30M e em modo Business, uma rede particular e privada, onde ninguém vai interpretar nada nas entrelinhas. O mais importante agora é mapear o que aconteceu e aprender com a situação, sem grandes julgamentos:

 

Cada ação pública na internet subentende uma possibilidade de julgamento externo. 

Aristóteles já dizia que somos seres políticos, mas não por votarmos e termos escolhido a Democracia. Essa frase é importante pois regula um dos principais sentidos da vida humana coletiva: em sociedade, suas escolhas pressupõem uma possível influência nas diversas esferas públicas.

Comprar de X e não de Y já é, por si só, uma decisão política. Seguir X e não Y, também. Seguir hoje, mês passado ou daqui a alguns dias também é uma mensagem. Não há como provar que um follow não influencie o voto de alguém. As pessoas seguem influenciadores que as inspiram. Será que essa ação não pode ter sido a gotinha que faltava pro copo de decisão de alguém entornar?

 

Timing is the key – duvida que tudo tem seu tempo?

Existe um motivo para o qual muitos gênios, atualmente, conhecidos tenham sido considerados muito adiantados para o seu tempo: é necessário que a audiência esteja preparada para receber a mensagem e que faça sentido para o conteúdo que está sendo produzido no momento, ou que você corrompa as expectativas.

Faltou, nesse case, além de uma minimização do poder de influência, uma falta de sensibilidade quanto ao momento político da sua audiência. A comunicação digital acontece como conversa, uma troca de informações, pergunta e resposta. Não existe espaço para falta de tato ou desconsideração do que está sendo gritado falado para você.

Não dava para esperar uns diazinhos para seguir essa amiga de 8 anos, Anitta?

 

Também é importante falarmos de território de marca.

Wikipédia diz que território de marca é: “o espaço do mercado onde a marca é legítima. A noção de território de marca está muito entrelaçada às políticas de extensão de marcas.”

OMG! O que isso significa?

Significa que a marca possui, no seu discurso, um tom de voz e uma linha de pensamento, e isso inclui vários conceitos e realidades. Por isso, muitas empresas têm dificuldade em levantar uma bandeira: uma vez que você inclui, no seu repertório, o ativismo social, você não quer parecer que está se aproveitando de uma causa para gerar mais dinheiro (procure um pouco sobre “Pink Money”), como se estivesse “pegando carona” na motivação alheia.

Vários cantores americanos, recentemente, assumiram posicionamentos ousados durante a eleição de Trump, nos EUA. Ao invés de alienarem o público, eles provaram que seus argumentos eram reais e eles se importavam, verdadeiramente, com a causa, fazendo um casamento perfeito entre discurso (conteúdo) e presença digital (ação).

Anitta, mesmo, já tratou, diretamente, sobre política criticando um projeto de lei que definia o funk como crime de saúde pública, mas agora ela se recusa; então, os fãs estão duvidando de sua autenticidade, e não estão acanhados em levantar seus pontos de vista:

 

Edit: Anitta se pronunciou sobre o assunto oficializando uma posição… antes tarde do que nunca? Será que os fãs vão pensar isso?

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Uma publicação compartilhada por anitta 🎤 (@anitta) em


 



Saiba mais sobre o que está acontecendo em:

 


Quer ganhar mais seguidores? Talvez você mude de ideia depois de ler isso

Chegamos na velha questão: o tamanho da sua base de seguidores importa? E do seu influenciador? Será que esse é o número mais importante da sua marca? Ele converte em vendas? Será que existe uma resposta?
Desculpa fazer o João Kleber, mas acho melhor você esperar aí, que vou te responder tudo isso aos poucos (e, se bobear, um pouco mais).

seguidores ≠ lealdade

Eu já começo esse parágrafo na voadora filosófica: quantas vezes você viu um bad buzz aumentar a base de uma marca? As pessoas estão falando visceralmente mal de alguma falha de conteúdo da empresa e, ainda assim, faz com que o número de seguidores cresça por trás de uma atenção destrutiva. Eles não são defensores ou usuários normais da página, que gostaram do conteúdo e resolveram receber mais informações legais… Eles não se importam se a marca afundar, mas resolveram seguir a página para ficar por dentro das próximas informações lançadas do caso. Essa velha curiosidade mórbida que soma a popularidade que o indivíduo terá na sua comunidade interna (grupo de amigos, família, colegas de trabalho…) ao ser o primeiro a trazer as informações mais atualizadas do caso.
Como o caso do Catraca Livre da Tragédia do Chapecoense, onde eles fizeram um case histórico de “como não reagir a uma tragédia” como falou o Gizmodo, porém, totalmente dentro da estratégia de conteúdo do publisher segundo o estudo da YouPix. Durante o período, vários amigos meus falaram que seguiram a página… por alguns questionamento que rondavam suas cabeças:
  • será que eles vão pedir desculpas?
  • eles vão manter o posicionamento?
  • talvez decidam ignorar o caso por completo?
  • como os seguidores que realmente gostam da marca vão reagir?
Por isto é fácil compreender como muitas marcas que se envolvem em mais polêmica possuem bases mais desleais, prontas para detonar novas ações, enquanto concorrentes que procuraram reduzir suas bases para manter somente os fãs de verdade, como foi o caso do Burguer King na Noruega que deu um cupom de desconto da concorrência para cada pessoa que deseguisse a página (obrigada, Marina, por me lembrar desse caso), informaram que sua taxa de engajamento chegou a aumentar cinco vezes.

pra onde você devia estar < olhando >

Vamos sair um pouquinho dessa bad vibe, e falar de sentimentos positivos? A Maya Angelou, que não sabia muito de marketing digital mas sabia muito sobre como escrever sobre o comportamento humano em suas poesias e livros, nos ensinou sobre lealdade:
“Eu aprendi que as pessoas vão esquecer o que você disse, as pessoas vão esquecer o que você fez, mas as pessoas nunca esquecerão como você as fez sentir.”
Essa citação serve para entendermos o impacto que um sentimento positivo pode causar no público. Uma impressão vai além de um discurso racional e direto, baseado na memória. O sentimento foca no final do sistema de processamento de dados do nosso cérebro: o sentimento que fica após a sua ação. Pra medir isso posso sugerir: as reações, os comentários, os compartilhamentos, o tempo de visualização, a taxa de clique, o engajamento em geral…
Então volto a pergunta pra você: pelo que sua marca será lembrada? Essa é a pergunta chave. E, melhor ainda: qual o seu share of mind preferido: ter uma base maior que a da concorrência, ou por fazer um conteúdo que seu público considerado incrível? Obviamente, na luta contra os números, ainda é melhor percentualmente ter uma base grande para vencer o algorítimo, certo? Beeeem… talvez o Mark Zuckerberg descorde dessa afirmação…
“O feedback da nossa comunidade informou que conteúdos públicos, como publicações de empresas, marcas e mídia, têm tirado o espaço de publicações pessoais que nos fazem conectar mais uns com os outros”
Esse pronunciamento que o CEO do Facebook fez no início desse ano foi crucial para mudar de vez o comportamento das marcas na rede. Em outras palavras, a plataforma anunciou que seus estudos exigiam uma mudança crucial no seu código: a priorização de conversas. Nesse sentido, após todo esse burburinho negativo (bad buzz) das marcas, elas saem ganhando a primeira vista – o velho “falem bem ou falem mal, mas falem nos comentários da minha publicação.” Mas não se engane, isso vai amplificar o “bad” de bad buzz. Vai virar burburinho muito muito ruim, ou…

BAD bad buzz que perde vendas

Talvez você esteja duvidando que uma publicidade negativa seja mais prejudicial com o novo código do que com o antigo, mas vamos aprofundar um pouquinho nas próximas linhas.
Eles aprimoraram a entrega do conteúdo, então, vamos ver como o processo acontece na prática:
  1. incialmente eles testarão sua publicação numa pequena amostra da base que está online,
  2. olhando os resultados, eles vão melhorando os níveis de entrega para que a mensagem chegue pra quem mais interessa,
  3. se os resultados são entregues pra uma base leal, chances são que eles vão entregar pra mais gente leal
  4. maaas, caso sejam desviados por uma base desleal, a mensagem não vai chegar pra quem iria aderir ao seu produto.
Ou seja, vale pensar mais em qualidade do que quantidade quando a gente fala de base.

Influenciador é mesmo o motor da rede?

Por outro lado, se apropriar da base leal como… vamos dizer… os seguidores de um influenciador, pode ser uma ótima ideia. Em geral, a opinião deles possuem um alto crédito dos seus seguidores. Nesse caso, a maior parte da base costuma ser leal (vide a criação de fã clubes pra essas pessoas), pois eles não estão produzindo conteúdo exclusivamente para vender, mas sim, para entreter. Assim, eles ganham validação nas suas ações conjuntas com marca por fazerem parte do Storytelling pessoal desse personagem, mas também por colocarem sua reputação em jogo. Eles têm muito a perder ao anunciarem um produto ou projeto que seja uma furada.
Ainda assim, é necessário entender muito sobre o influenciador antes de escolhe-lo, como:
  1. quem é seu público principal?
  2. qual sua taxa de retenção média?
  3. qual o tipo de mensagem que ele costuma passar?
  4. que tipo de polêmica ele já se envolveu?
E não é só no Facebook que a divergência de base impacta profundamente. O Stories tem se mostrado uma ferramenta cada vez mais eficaz ao apresentar o conteúdo do seu negócio, então a mLabs fez uma pesquisa com as contas de marca x contas pessoais, para entender o retorno do público que cada nível costuma receber.
O engraçado é que, na minha primeira comparação com uma marca grande que trabalhava percebi que meus dados conflitavam com os deles chegando a 142% da projeção. Ao analisar, percebemos que era porque a marca em questão utilizava, não só, parceria com influenciadores relevantes pro público-alvo, mas estudava e aplicava a lógica de conteúdo dos Creators na hora de produzir seu conteúdo sobre produtos. Isso é uma sugestão para quando formos trabalhar juntos 😉
E preparei o recorte que mais nos interessa para essa reflexão, assim você pode manter essa ideia salva no seu álbum do celular ou desktop do computador:
(Caso não consiga ver a imagem acima, clique aqui pra baixar a imagem.)
Fonte: mLabs.